O artista plástico brasileiro Vik Muniz será um dos protagonistas da 2ª edição do Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa, o FESTin, com a projeção do documentário Lixo Extraordinário, indicado ao Oscar.
Os organizadores do evento, que será realizado no Cinema São Jorge de Lisboa, apresentaram nesta terça-feira (11) a programação, que reunirá 72 filmes com o objetivo de consolidar-se como um festival do panorama da produção de cinema na língua portuguesa.
O destaque do evento será Lixo Extraordinário, um filme que narra o trabalho de Muniz no chamado Jardim Gramacho, um gigantesco lixeiro situado nos arredores do Rio de Janeiro, para elaborar imagens inspiradas nos moradores do lugar e fotografá-las depois.
Dirigido por João Jardim - que também viajará até Lisboa -, Lucy Walker e Karen Harley, foi um dos documentários mais aplaudidos dos últimos tempos, e recebeu o prêmio do público na seção Panorama na Bernilale e o prêmio Anistia Internacional.
O festival reunirá filmes procedentes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
A diretora técnica do FESTin, Adriana Niemeyer, reconheceu que o propósito do projeto é ter caráter itinerante, seja em países de língua portuguesa ou não, e assegurou que a organização já recebeu convites de diferentes regiões do mundo para sediar o evento, entre elas a cidade de São Paulo.
"Estamos à espera de fechar os patrocínios", explicou Adriana em entrevista coletiva realizada na capital portuguesa.
Outro dos pontos fortes desta 2ª edição do FESTin é a homenagem da Prefeitura de Lisboa ao cineasta mais velho do mundo, o português Manoel de Oliveira, de 102 anos de idade e o tributo ao diretor português João Botelho, com exibição de quatro longas-metragens e um curta escolhidos por ele mesmo durante a semana do festival.
O longa que vencer na competição oficial receberá um prêmio de 5 mil euros, segundo informou a organização.
O calendário do FESTin ainda conta com duas mesas-redondas sobre a relação entre o cinema e a identidade dos países de fala portuguesa e da chegada da literatura lusa ao cinema.
Confira principais indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
A cerimônia acontece no próximo dia 31 de maio e a organização divulgou a lista dos indicados esta semana. O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro chega a sua 10ª edição premiando os profissionais de cada uma das diversas especialidades do setor. Confira abaixo a lista dos indicados.
Melhor Longa Metragem Ficção
5 x Favela, Agora por nós mesmos, de Manaira Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, CacauAmaral, LucianoVidigal, CaduBarcelos, Luciana Bezerra. Produção: Renata de Almeida Magalhães e Carlos Dieguespor Luz Mágica.
Chico Xavier, de Daniel Filho.Produção: Daniel Filho por LerebyProduções Ltda.
As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky.Produção: Jasmin Pinho, Minom Pinho, Debora Ivanov, Gabriel Lacerda, CaioGullane e Fabiano Gullane porGullaneFilmes.
Olhos Azuis, de José Joffily. Produção: José Joffily e Heloisa Rezende por Coevos Filmes Ltda.
Tropa de Elite 2, de José Padilha. Produção: José Padilha e Marcos Prado por Zazen Produções.
Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karim Ainouz e Marcelo Gomes. Produção: Daniela Capelato e João Junior por RecProdutores.
Melhor Longa Documentário
Dzi Croquettes, de Raphael Alvarez e Tatiana Issa.Produção: Tatiana Issa, Raphael Alvarez e Bob Cline por TRIA Productions e Paulo Mendonçapor Canal Brasil.
O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lírio Ferreira. Produção: Denise Dummont por Good Ju-ju.
José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes.Produção: Miguel Gonçalves Mendes por Jumpcut, Fernando Meirelles e Bel Berlink por O2 Filmes, Augustin Almodóvar e Esther Garcia por El Deseo.
Noite em 67, UMA de Renato Terra e Ricardo Calil.Produção: Mauricio Andrade Ramos e João Moreira Salles por VideoFilmes.
Rita Cadillac - A Lady do Povo, de Toni Venturi.Produção: Toni Venturi por OlharImaginário e Sergio Kieling por MamuteFilmes Ltda.
Melhor Longa Infantil
A Casa Verde, de Paulo Nascimento. Produção: Marilaine Castro da Costa e Paulo Nascimento por Accorde Filmes Ltda.
Eu e Meu Guarda-Chuva, de Toni Vanzolini. Produção: Toni Vanzolini, Eliana Soárez, Leonardo Monteiro de Barros, Luiz Noronha e Pedro Buarque de Hollanda por Conspiração Filmes.
High School Musical - O Desafio, de César Rodrigues. Produção: Iafa Britz, Marcos Didonet, Walkiria Barbosa, Vilma Lustosa por Total Entertainment.
Melhor Direção
Daniel Filho, por Chico Xavier
José Joffily, por OlhosAzuis
José Padilha, por Tropa de Elite 2
Karim Ainouz e Marcelo Gomes, por Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo
Laís Bodanzky, por As Melhores Coisas do Mundo
Melhor Atriz
Alice Braga como Elaine por Cabeça a Prêmio
Chistiane Torloni como Glória por Chico Xavier
Glória Pires como Dona Lindú por Lula, O Filho do Brasil
Ingrid Guimarães como Alice por De Pernas pro Ar
Marieta Severo como Manuela por Quincas Berro D'Água
Melhor Ator
Ângelo Antonio como Chico Xavier (1931/1959) por Chico Xavier
Chico Diaz como Matuim por O Sol do Meio-Dia
Marco Nanini como Odorico Paraguaçu por O Bem Amado
Nelson Xavier como Chico Xavier (1969/1975) por Chico Xavier
Paulo José como Quincas por Quincas Berro D'Água
Wagner Moura como Nascimento por Tropa de Elite 2
Melhor Atriz Coadjuvante
Cássia Kiss como Iara por Chico Xavier
Denise Fraga como Camila por As Melhores Coisas do Mundo
Elke Maravilha como Avó por A Suprema Felicidade
Leandra Leal como Liuba por Insolação
Roberta Rodrigues como Renata por 5 x Favela, Agora Por Nós Mesmos
Tainá Muller como Clara por Tropa de Elite 2
Melhor Ator Coadjuvante
André Mattos como Dep. Fortunato porTropa de Elite 2
André Ramiro como André Mathias porTropa de Elite 2
Caio Blat como Artur por As Melhores Coisas do Mundo
Cássio Gabus Mendes como Padre Julio Maria por Chico Xavier
Hugo Carvana como Dos Santos por 5 x Favela, Agora Por Nós Mesmos
Irandhir Santos como DiogoFraga porTropa de Elite 2
Produção de Ridley Scott é uma das estrelas do É Tudo Verdade
Quando em julho de 2010 veio a notícia de que os diretores Ridley Scott e Kevin Macdonald iriam convocar os internautas a criar o primeiro documentário em longa-metragem colaborativo, muitos começaram a limpar as lentes de suas câmeras, fossem elas profissionais, semiprofissionais ou apenas filmadoras de celular. O resultado disso poderá ser visto na edição 2011 do festival É Tudo Verdade, que começa nesta quinta-feira, 31 de março.
A Vida em um Dia, assinado apenas por Macdonald (Ridley Scott é o produtor executivo), parte de uma premissa muito simples: pelo You Tube, todos os internautas do mundo foram convocados a filmar um dia em suas vidas, da maneira mais cotidiana, simples e, no entanto, criativa possível. O resultado é uma colagem de vários pequenos filmes que maximizam o micro em um resultado de edição, no mínimo, bastante cuidadoso.
São Paulo:
Sábado, 02
CINE LIVRARIA CULTURA - 15h
Rio de Janeiro:
Quinta-feira, 07
UNIBANCO ARTEPLEX - 19h
Domingo, 10
ESPAÇO MUSEU DA REPÚBLICA - 14h
A Vida em um Dia, assinado apenas por Macdonald (Ridley Scott é o produtor executivo), parte de uma premissa muito simples: pelo You Tube, todos os internautas do mundo foram convocados a filmar um dia em suas vidas, da maneira mais cotidiana, simples e, no entanto, criativa possível. O resultado é uma colagem de vários pequenos filmes que maximizam o micro em um resultado de edição, no mínimo, bastante cuidadoso.
São Paulo:
Sábado, 02
CINE LIVRARIA CULTURA - 15h
Rio de Janeiro:
Quinta-feira, 07
UNIBANCO ARTEPLEX - 19h
Domingo, 10
ESPAÇO MUSEU DA REPÚBLICA - 14h
Critica: Furia sobre rodas
Ah! Para a fómula acima descer bem seria importante o espectador deixar qualquer preconceito de lado e esquecer que Nicolas Cage, do recente Caça às Bruxas, mantém uma certa tradição de fazer mais de um filme por ano, ainda mais depois que sua dívida com o imposto de renda não parava de crescer. Isso vale também para a atriz coadjuvante que saiu do armário no final de 2010.
Dito isso, nesta aventura sobrenatural ele interpreta o morto-vivo Milton, que voltou do inferno para salvar sua neta das garras de uma seita satãnica, responsável pela morte de sua filha. Como ajudante na missão, contará com uma gata boa de briga vivida por Amber Heard (Amor por Contrato).
Escrito e dirigido por Patrick Lussier (Dia dos Namorados Macabro), também editor experiente em filme slasher (muitas mortes e sangue cenográfico), essa produção apresenta sequências de ação regadas de humor. Com diálogos toscos, o roteiro planta situações absurdas com o único intuito de “brincar” com elas, como acontece na hora em que Milton está transando com uma loiraça e sai matando seus inimigos (em câmera lenta) sem deixar que a parceira perca seu momento de prazer e, ele, o último gole de Jack Daniels.
No elenco, rostos conhecidos como Billy Burke (o paizão de Crepúsculo) no papel do líder sequestrador, William Fichtner (Uma Noite Fora de Série), como um estereotipado e leal servidor do capeta, além de David Morse (Paranóia), vivendo um amigo de longa data do protagonista.
A trilha original vai agradar os amantes do rock, além de tocar também músicas dos veteranos April Wine e T-Rex. E o momento deboche fica para a dançante "That’s The Way I Like It" (KC & The Sunshine Band) e a provocativa Fuck The Pain Away, da canadense Peaches. Como num road movie trash não poderiam faltar motores, o pessoal ligado em muscle cars (clássicos americanos envenenados) vai "acelerar" com o Charger RT 440/1969 ou um Chevelle SS 454/1970, entre outros.
Para os chegados em referências, é fácil reconhecer uma clássica cena de estrada fechada pela polícia ou uma capotagem moderna digna de Velozes & Furiosos 4. Tem até uma “homenagem” ao O Exterminador do Futuro na sequência em que o herói ressuscita de um tiro levado no olho, se olha no espelho e coloca um óculos escuros.
Portanto, prepare os ouvidos para frases de efeito, como "ele é a praga, nós somos a chuva" ou a profética dita no início: "No fim, todos pagarão por seus atos". É o que acontece então com Cage e companhia, assumindo os riscos nessa verdadeira brincadeira tridimensional, que pode agradar fãs do gênero e causar estranheza no público mais tradicional.
Critica: Rango
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A decisão da distribuidora visa atrair a turminha com seus pais e pode até dar certo, mas existe uma grande possibilidade dos pequenos não se identificarem e ainda levarem alguns sustos. Produzida pelo Nickelodeon, canal por assinatura voltado para os mais novos, esta animação, diferente da maioria, não é voltada para a família. Para aqueles que não gostam de filmes dublados, a boa notícia é não contar com brasileiros "famosos" e sim com as vozes de profissionais do ramo, conferindo qualidade total ao resultado final dos sotaques roceiros.
Ao apresentar um camaleão estrábico, criativo e morador de um aquário seco onde fantasiava as mais inusitadas histórias, o longa até causa uma certa estranheza inicial. Mas após o acidente que o libertou e abriu as portas para a primeira experiência ao lado de um sapo, abaixo de um falcão e tendo uma garrafa de refrigerante como coadjuvante, já se sabe o que virá pela frente. A divertida sequência agradaria a criançada, mas o que vem em seguida muda o rumo da prosa.
Refém da nova realidade, o lagarto embarca numa aventura com diálogos complicados (podendo causar dispersão nos pequenos) para envolver o espectador na trama sobre identidade, que ganha contornos de faroeste quando o simpático animal descobre que precisa conhecer Poeira, uma inóspita cidade dominada pela corrupção.
Estranho numa terra estranha e seguindo seu instinto, ele tenta se "camuflar" imitando os habitantes numa sequência hilária. É quando começa a verdadeira transformação do protagonista sem nome e amigos, cujo destino o levou a adotar a alcunha de Rango. E em nome da esperança, passaria a acreditar em sua nova história de vida.
Com inúmeros personagens ricos em detalhes, narrado e cantado por quatro corujas mariachis, o filme é cheio de referências cinematográficas e torna-se quase impossível não se encantar por ele. Galopando pelo western spaghetti de Sergio Leone e abrindo espaço para Guerra nas Estrelas, de George Lucas, cuja Industrial Light Magic estreia com seus efeitos especiais, ficou claro que tem mais gente no concorrido mercado de animações.
Dirigido, produzido e criado por Gore Verbinski (Piratas do Caribe), é pura diversão ver os diálogos e closes, rendendo homenagens aos clássicos poeirentos. Como acontece também em todas as cenas, envolvendo uma população que guarda água no cofre de um banco, rende devoção a uma torneira e está intrigada com o sumiço do precioso líquido. E Rango "não perdoa" ao dizer que precisa descobrir a "origem hidráulica desse caos aquático". A trilha sonora de Hans Zimmer, oscarizado com O Rei Leão e autor de inúmeros sucessos, só colabora para o alto nível da produção.
Assim, quem quiser ouvir Depp e o super elenco de coadjuvantes terá que procurar um cinema com a cópia legendada, sem dúvida alguma. Por outro lado, a certeza é uma só: dublado ou não, Rango já é uma grata surpresa de 2011. E prepare-se para um conhecer um verdadeiro herói por acaso.
Trabalho Interno
Quando o então presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a crise econômica de 2008 seria uma "marolinha" no país foi muito criticado por comentaristas políticos e econômicos, mas vendo este Trabalho Interno é possível perceber que não estava tão errado.
O filme busca explicar os motivos da crise e mostrar o impacto da mesma em várias partes do mundo. Na verdade, apesar de ilustrar o ocorrido em países como a Islândia, a França e a China, o grande foco da produção é um só, os Estados Unidos. E o motivo para tanto é bem simples: lá estão os grandes culpados.
Indicado ao Oscar de melhor documentário (prêmio que disputa com o brasileiro Lixo Extraordinário), Trabalho Interno é o mais completo trabalho a tratar do lado sujo de Wall Street e dos problemas resultantes da especulação e dos empréstimos concedidos sem nenhum critério. O longa supera em qualidade e profundidade Capitalismo - Uma História de Amor, que é um bom filme, mas sem dúvida o mais fracos da carreira de Michael Moore (Fahrenheit 11 de Setembro).
É claro que ambos os estilos possuem sua relevância, com o de Moore já tendo sido eficiente diversas vezes, mas aqui cabe destacar a opção do diretor e roteirista Charles Ferguson em se manter por trás das câmeras, o que dá um tom mais sério ao que está sendo dito.
Ferguson também merece destaque por sua qualidade como entrevistador. Ele se mostrou totalmente por dentro do que estava sendo argumentado e questionou duramente quem parecia apenas andar em círculos. Neste sentido, cabe valorizar um trabalho que foi mais de jornalista do que de cineasta - funções que muitas vezes se confundem em um documentário.
Embora pudesse ser mais curto (seus 120 minutos parecem um exagero), Inside Job (no original) é um filme que merece ser conferido. Explica quase que didaticamente a maior crise do século XXI e não se esquiva de apontar culpados. Mas mais do que dizer quem errou, o longa é bom sucedido em apresentar o questionamento: por que nada mudou?
Ao iniciar sua argumentação atacando o governo do republicano Ronald Reagan temi por um filme panfletário pró-partido Democrata, mas logo o filme dedica espaço para criticar ações de Bill Clinton e de Barack Obama à frente do governo dos Estados Unidos, comprovando sua imparcialidade.
Com narração de Matt Damon (Bravura Indômita), Trabalho Interno possui uma edição apenas convencional de Chad Beck e Adam Bolt (também roteiristas do filme), o que acaba contribuindo para a sensação de que poderia ter menor duração. A edição também sofre com uma falta de personalidade que prejudica muito a produção. O ritmo que começa frenético e com muita música (como nos filmes de Moore) logo muda de tom. A divisão do filme em capítulos também é um ponto negativo, uma vez que é uma tática totalmente ultrapassada de montagem e que poucas vezes é essencial pro andamento de uma trama
Esposa de Mentirinha
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Refilmagem de Flor de Cacto (1969), que tinha os astros Walter Matthau e Ingrid Bergman, essa novidade de agora reúne ele e uma amiga de longa data, com a qual nunca tinha contracenado antes: Jennifer Aniston (Caçador de Recompensas).
Na história, Danny (Sandler) foi infeliz no casamento e passou a usar a aliança como instrumento para ter relações com um único compromisso: diversão. Cirurgião plástico bem sucedido, deu um tapa na feiúra do passado (um nariz "meio" Cyrano de Bergérac) e, no trabalho, conta como sua fiel escudeira e melhor amiga Katherine (Aniston), mãe solteira de um casal de pestinhas. Tudo ia bem até ele conhecer a jovem Palmer (Brooklyn Decker) e, para conquistá-la, inventar que era casado com a funcionária e pai das crianças.
Criticando o culto à beleza em detrimento de valores mais importantes, como o amor, o filme funciona bem e vai provocar risadas em muita gente. Sem deixar de lado cenas bizarras, como a do amigo com o rosto todo botocado ou um pirralho com descontrole intestinal, o roteiro tem na espiral crescente de mentiras do protagonista um libelo contra quem vive longe da verdade. E deve agradar a turma que gosta de humor pastelão e com alguns escorregões (para a baixaria) típicos das comédias do ator.
É provável também que encontre cumplicidade no espectador, quando Katherine mais "madura" põe em xeque sua beleza, contrastando com a jovialidade de Palmer. Além do personagem (e da atriz) fazer bonito numa sequência na cachoeira, é um perfeito veículo para questões que afligem aquele grupo que já anda convivendo com a Idade da Loba, do Lobo, entre outras inerentes a este período da vida adulta.
Com direção do parceiro Dennis Dugan (Eu os Declaro Marido e... Larry), não será difícil encontrar o riso no ritmo das citações, sequências ou diálogos divertidos. O texto tem sacadas ótimas com seriados, atores e grupos musicais. Tem até uma criança batizada no improviso de Kiki Dee. Lembra da cantora? Se "positivo operante", é sinal de que já passou dos "enta" (40) e balançou o esqueleto com o sucesso "Don’t Go Breaking My Heart" (1976), um ótimo dueto com Elton John.
Entre as curiosidades, muitos enquadramentos nos decotes sem sutiãs de Aniston e Decker, ambas sem o visual artificial do silicone na comissão de frente. Das bizarrices "sandlerianas", uma brincadeira do personagem latindo com as mãos quase vira uma "homenagem" ao brasileiro Sérgio Mallandro.
No elenco, destaque para a participação de Nicole Kidman, como uma rival dos tempos de escola e também para Nick Swardson, desconhecido do grande público e no papel de amigo bobão, geralmente ocupado pelo indefectível Rob Schneider (Gente Grande).
Nascido em 1966, Sandler não deixa de valorizar as coisas de seu tempo, como frisar que músicas boas são as anteriores a 1995. Por conta disso, sapeca várias do grupo The Police e ainda "Tenderness", do General Public, "You Should Be Dancing", dos Bee Gees etc. Mas sabe o que ficou mais legal? São as versões com novas levadas rítmicas e variações nas letras com um resultado, no mínimo, sui generis.
Portanto, tente ignorar o festival de merchandising de marcas famosas e não esquente a cabeça com a paixão ultra-mega-hiper rápida dos pombinhos logo no começo do filme. Porque essa é somente mais uma história de amor com final feliz, mesmo que seja de mentirinha.
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